segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tudo é uma questão de tempo...

Um dia a gente está no escuro, outro dia no claro...
Certo dia a gente se desapega do “especial” e percebe que tudo é banal,ou o torna banal, né?! A banalização é tão comum que a gente chega até a considerar normal. Hoje mesmo você vai ver um montão de notícias de morte no telejornal e o máximo que vai fazer é se questionar sobre quanto valeu a vida daquele fulaninho que levou a bala perdida, ou do que morreu por negligência do médico... E vai ser efêmero porque tudo passa, correto?
Um dia a gente acha que sabe, no outro, o conhecimento foge...
Um dia a gente repete, no outro, mal fala....
Um dia a gente tem perspectiva, no outro, NADA...
Um dia a gente acha que tudo é efêmero, no outro, a gente olha pra trás e percebe que alguns fatos, pessoas e coisas marcam...
Um dia a gente é egoísta (fere, machuca, não se doa, age sem medir as conseqüências na vida de quem cativou....), no outro é altruísta (e só estende a mão).
Um dia a gente se esconde, no outro se revela.
Um dia a gente baixa a cabeça, no outro se rebela.

Uma hora a gente lembra, a outra esquece...
Uma hora a gente se acha útil, na outra inútil...
Uma hora a gente ri, a outra chora....
Uma hora a gente sussurra, a outra berra...
E canta, e ouve, e come, e dorme, e estuda, e trabalha, e corre, e toma banho, e quer carinho, e quer carão, e precisa de atenção, e nem sempre vive.

É tudo uma questão de tempo! (Que às vezes a gente acha que o tem, às vezes não).
Um ponto de vista, um sentimento, uma dor, uma alegria, uma perda, uma vitória... Tudo diverge no momento que a gente vai interpretar porque temos reações diferentes com a bagagem trazida e o percurso realizado.

Neste exato momento o que quero é ter o compasso de uma música e a leveza de não ter que me explicar.

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de
uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase
todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois
esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista
por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma
nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um
movimento, te surpreenderás pensando algo como “estou contente outra
vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para,
dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou
“nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a
continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o
suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns sim - nós, não.
Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não
resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o
nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo,
porque não implica em decisões, apenas em paciência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário