Mas um dia vai chegando ao fim, pra dar lugar à noite, à lua, à escuridão. Mas como disse Renato Russo “mas é claro que o Sol vai voltar amanhã”. E me vi pensando nesse ciclo...dia/noite, claro/escuro, felicidade/tristeza. Ninguém nessa vida permanece num estado eterno de alegria, muito menos numa depressão sem fim. A partir do momento que aceitamos que esses dois estados sempre sairão de cena pra dar lugar ao outro, lidaremos melhor com as surpresas da vida. Nada é eterno. Nada dura para sempre. Nada é tão ruim que não possa melhorar, ao contrário do que já ouvi por aí. Falando por mim, há momentos em minha vida que me sinto o próprio homem (esse não foge). Tudo se acerta, todos me aceitam como sou, olho ao redor e agradeço a Deus por ser o guia perfeito da minha vida. Mas mesmo nesses momentos, me vejo pensando que tenho que me preparar, pois mais dia menos dia algo ruim vem estragar tanta felicidade. Dito e certo, lá vem o “coisa-ruim” e dá uma rasteira nos meus planos. E aí, começa outra maratona, a maratona de tentar se manter erguido, caído no chão mas com a cabeça suspensa, tentando achar impulso para levantar. E esse é o momento em que verdadeiramente nos conhecemos, somos obrigados a nos encarar...nossos medos, defeitos. O desgaste emocional para lidar com essas situações é enorme, mas necessário, pois nesses momentos que amadurecemos pra valer, que decidimos se vamos dar um passo a frente ou se continuamos a cair no mesmo erro. E tem um momento muito especial em todo esse sofrimento, que é quando finalmente seu corpo sente a noção do perigo de só cair e cair, seus pés tocam algo lá embaixo, que eu daria o nome de mola. É como se fosse uma injeção de adrenalina, e você começa a se sentir vivo novamente, pronto para encarar de peito aberto a vida. Não que seu problema tenha se extinguido, infelizmente não. Mas se sentir forte e confiante de novo por alguns instantes, te faz lembrar que não há sofrimento que dure para sempre, que tudo passa. Pronto, fechei o ciclo. Inicia-se outro momento de acerto, em que a vida se encarrega de fazer o Sol nascer de novo, e brilhar outra vez no seu rosto. Agora mexa-se, levanta e sacode a poeira o mais rápido que você puder. Afinal já dizia o grande, saudoso Rauzito “não pense que a cabeça agüenta se você parar”. E eu posso até cair em vários momentos na minha vida, mas sei renascer brilhando como ninguém!
Boa semana e um novo ciclo inicia.
Henrique Coelho
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